quarta-feira, 17 de março de 2010

Homenagem ao meu Estado

desse pequeno púlpito, ao qual chamo Sergipe,
enxergo terras do mundo inteiro.
há por aqui, semelhante às coisas que me cansarão
noutras cercanias, um isólito-cinza
que fatiga o corpo e excede a alma.
as tardes se tingem de uma cor ruborescente,
imergindo a coragem nas poças de água fria do marasmo cotidiano
presente nos rostos universitários.
resta-me,portanto,contemplar, bêbado,às ruas que se
estendem curtas e normais com a avidez das preguiças
que sobem nas árvores,
pois, ainda que nos arda o vigor da monotonia
e nos seja convidativo apenas
o divertimento das conversas na frente de casa,
temos o Caranguejo!...
que, mesmo assim, é comprado dos baianos...

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